Artigo
CÂMARA MUNICIPAL Vereador Zé do Gézo renunciou à presidência acusado de suposta receptação
O presidente da Câmara Municipal de Araputanga, vereador José Vicente de Carvalho, renunciou ao cargo. O pedido de renúncia, foi protocolizado, em 10/09/2018, sob o número 106/2018.
JUSTIFICATIVA
No segundo parágrafo da carta-renúncia o então presidente revela que renunciou ao cargo “Após ser apontado como suposto autor do crime de receptação, em investigação policial”.
O motivo da renúncia é quase inacreditável para quem pediu votos e, ocupa uma cadeira no Legislativo Municipal, representando o povo araputanguense.
CELULAR APREENDIDO
O assunto não é novo. No dia 02 de agosto, a Folha de Araputanga publicou matéria “ Polícia Civil apreendeu celular em poder de receptador”; o aparelho foi roubado no dia 25 de julho deste ano.
COMPROU DO LADRÃO?
Texto do Boletim de Ocorrência 2018.241540 lavrado da Delegacia de Polícia Civil de Araputanga, no dia primeiro de agosto, informa que o aparelho celular J5 Prime, cor dourada, produto de roubo no dia 25 de julho estaria em poder do vereador José Vicente de Carvalho (então presidente da Câmara Municipal de Araputanga).
PAGOU R$600,00
Ao tomar conhecimento da informação, o Delegado de Polícia telefonou ao Senhor José V. Carvalho, solicitando seu comparecimento na Delegacia, onde, ao ser indagado sobre o aparelho (roubado), informou ao Delegado que comprou pelo valor de R$600,00 (Seiscentos Reais), citando o nome e endereço de quem lhe repassou o aparelho, descreve o Boletim Policial.
RENÚNCIA
O assunto permaneceu na penumbra, até ser objeto de reportagem no site Popularonline, tornando o vereador insustentável no cargo de presidente do Legislativo.
Decorridos quarenta dias da “confissão” ao Delegado, ontem, dia 10 de setembro, o vereador José Vicente de Carvalho, popular Zé do Gézo, se viu obrigado a convocar dos os vereadores, para pedir renúncia ao cargo de presidente da Câmara Municipal. Em um trecho do documento o vereador renuncia afirmando que vai apresentar sua defesa.
ESCÂNDALO
A acusação receptação e a suposta admissão de ter adquirido o aparelho roubado são graves demais; a Folha apurou que, desde a vinda à tona do escândalo, os vereadores não teriam aceito, participar das Sessões, sob o comando do presidente acusado.
RENUNCIAR AO CARGO É POUCO
Apenas o fato de renunciar ao cargo de presidente, pode não ser suficiente para aplacar a desmoralização que supostamente se abaterá sobre o Poder legislativo. Talvez os vereadores precisarão tratar a questão com investigação em profundidade, tal como o assunto merece, porém, não está claro se o escândalo passará a ser investigado pelo Conselho de Ética.
SE A ACUSAÇÃO PROCEDER
Se a acusação proceder e, o vereador Zé do Gézo, for de fato, acusado como receptador (a ocorrência policial parece revelar que o vereador teria admitido que comprou o aparelho (roubado), por seiscentos reais), deixar a presidência pode ser uma pena branda demais; nesse caso, o mandato do vereador pode estar seriamente ameaçado de cassação.
Se após o processo legal, a punição não passar pela cassação do mandato, no conjunto, todos os vereadores poderão ser duramente questionados pela população.
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Polícia Civil apreendeu celular em poder de receptador


